sexta-feira, 31 de julho de 2009

SINTRAF JF GARANTE DIREITOS DOS BANCARIOS

Sindicato consegue liminar que impede banco Santanderde alterar regras do fundo de pensão, o HolandaPrevi
O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Zona da Mata e Sul de Minas (Sintraf JF) conquistou na justiça a manutenção dos direitos dos empregados do Santander oriundos do Real. O banco havia alterado as regras do fundo de pensão (HolandaPrevi) de maneira unilateral e prejudicial aos bancários.
De acordo com a liminar, ficou decidido que o Santander e o HolandaPrevi “se abstenham de aplicar o novo custeio do plano de aposentadoria HolandaPrevi aos participantes ingressos no referido plano de benefícios até 31 de maio de 2009, inclusive se abstendo de exigir que sejam obrigados a aderir as regras do novo plano, o que, segundo as normas dos réus, deve ser realizado até 31/07/09”.
Ficou também determinado que mantenham "o custeio na forma do antigo regulamento do plano de aposentadoria da Holandaprevi para os que aderiram ao plano até 31.05.2009", tudo sob pena de multa diária de R$ 5.000,00 em caso de descumprimento.
Dessa maneira, ficam garantidos os direitos já conquistados dos bancários que fazem parte da da HolandaPrevi, e que até então estavam sofrendo com a perda de direitos já conquistados.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

HIPOCRESIA DA MÍDIA

15/07/2009
A crise no Senado e a hipocrisia da mídia, por Luís Nassif O blog da mídiaSarney é Sarney desde que entrou na política. O que armou e aprontou depois de deixar a presidência é de conhecimento amplo da mídia e estava ao alcance desde as primeiras aventuras, ainda mais se tratando de um ex-presidente - o que justificaria o interesse jornalístico.Nada se fez durante vinte anos. Permitiram-se abusos no Amapá, no Maranhão, permitiram que sua influência abatesse governadores eleitos, derrubados por motivos menores. Os ecos de suas aventuras rodavam todas as redações, desde as estripulias de Jorge Murad e Saulo Ramos, no seu governo, à ligação permanente com Edemar Cid Ferreira ou o escândalo da Cemar.Mesmo assim, durante décadas mereceu todo o cuidado por parte da imprensa, e um carinho e proteção especial da Folha. O Otavinho sabe a razão.Agora, esse tiroteio infindável contra ele não tem razões nobres. A mídia fez o mesmo em todos os momentos anteriores da vida nacional. Cria o clima, levanta a bola de quem quiser se apresentar como o vingador e vai gerando fatos, tirando os escândalos que lhe interessam da gôndola do supermercado e mandando bala.Os verdugos de Collor apareceram na CPI das Empreiteiras. O Catão de hoje é o mandrião de amanhã. E, em todos os momentos, são meramente peças que servem ao jogo de poder da mídia. Para se ter uma ideia desse jogo limpo e asséptico, o Catão do momento é Arthur Virgílio, ator tão completo que é capaz de se escandalizar com aquilo que ele mesmo pratica.Esse é o ponto central.Hoje em dia o maior poder do país, aquele sem o menor limite, sem os contrapesos fundamentais da prática democrática, se chama mídia. Ela é a única capaz de intimidar o Judiciário, o Executivo, assassinar reputações. O caso da Veja foi apenas uma amostra desse jogo. Juízes que se colocam contra, desembargadores, ministros, políticos, são fuzilados inapelavelmente. Bastava uma fonte não se mostrar de boa vontade para ser fuzilada com adjetivos ou com factóides. Nem se fale dos interesses maiores, expostos agora nesse lamaçal em que se tornou o gasto com Educação de diversos estados - que passaram a adquirir maciçamente material de editoras jornalísticas como compra de proteção.O caso Satiagraha acabou sendo o retrato acabado da impunidade no grande jogo de informações acoplado a negócios.Não havia limites para esse poder até o florescimento de novas mídias, da era da informação, criando um paradoxo curioso: se o Senado se tornar transparente, se se moralizar, se abrir suas contas, o país ganha e a mídia perde. Seu poder reside na falta de transparência da sociedade. É o que permite a ela se tornar "dona" da informação, selecionando as que melhor lhe convem ou editando de acordo com suas conveniências. É por isso que todas as campanhas midiáticas visam pessoas e escândalos pontuais - levantados de acordo com as conveniências do momento - e não mudanças capazes de impedir a perpetuação do erro.Qual seria o poder da mídia em ambientes transparentes, onde não desse para armazenar escândalos e utilizá-los em benefício do seu jogo político particular? Qual seria o poder se, de repente, instituições assumissem seus erros, mas enfrentassem a mídia sem medo?O caso Petrobras é emblemático e cria uma dinâmica fantástica, no bojo da Internet.Com seu Blog, a Petrobras se amarrou a um compromisso: o de não mais deixar perguntas sem respostas. Internamente, significará o fim dos feudos, a obrigação de todos os departamentos de fornecer a informação solicitada.Esse modelo vai se expandir, se expandir até chegar na mídia. É inexorável. Quando chegar, alguns grupos jornalísticos terão condições de abrir o jogo, de responder às dúvidas dos leitores?Hoje em dia, o conjunto de conhecimento acumulado na Internet é maior do que aquele controlado pela mídia. O mundo mudou. A mídia terá que mudar.Aí cada jornal terá que criar seu Blog, não apenas para discutir suas matérias, mas seus interesses empresariais ou políticos por trás de cada campanha.Fonte: Blog do Luis Nassif

terça-feira, 30 de junho de 2009

REDUÇÃO DA JORNADA É APROVADA!

Após 14 anos, proposta de redução de jornada de trabalho é aprovada em comissão
PEC do deputado Vicentinho (PT-SP) agora passa à votação no plenário da Câmara; medida ainda prevê o aumento das horas extras
Por: Ricardo Negrão
Publicado em 30/06/2009

O deputado federal Vicentinho comemora a aprovação da PEC com a CUT Brasília - Com o auditório lotado com mais de mil representantes das Centrais Sindicais, foi aprovada nesta terça-feira (30) a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. A proposta tramitava há 14 anos no Congresso.
Além disso, o relator Vicentinho (PT-SP) também prevê o aumento da hora extra para 75%.
Em breve mais informações
Com Agência Brasil

ASSÉDIO MORAL

30/06/2009
Especialista alerta sobre importância de denúncia sobre assédio moral As mudanças na relação das pessoas com o trabalho na chamada pós-modernidade resulta em diversos conflitos. Um dos mais graves, talvez, seja a prática do assédio moral. Os modelos operacionais de gestão mais agressivos e a precariedade do trabalho visando somente o lucro e deixando de lado o ser humano estão ainda mais visíveis no trabalho bancário. As afirmações são do professor José Roberto Heloani, bacharel em Direito pela USP, mestre em Administração pela FGV-SP e doutor em Psicologia Social pela PUC-SP.Segundo Heloani, muitos trabalhadores confundem o que é assédio moral, um assunto sério no mundo do trabalho e constantemente em pauta no Sindicato dos Bancários de São Paulo. "Assédio moral é o conjunto de práticas abusivas que atinge a personalidade e a dignidade de uma pessoa, causando muito sofrimento. Quem pratica o assédio o faz de maneira intencional", explica Heloani. O professor lembra que casos isolados podem ser apenas mal entendidos, resolvidos com diálogo, em que a pessoa não tem intenção e muitas vezes até se desculpa. "Existe uma forte tendência em culpar o supervisor de um departamento. Esse profissional está submetido muitas vezes a uma pressão tão grande como a que ele reproduz", diz.No entanto, o professor destaca que em muitos casos de assédio moral não é possível estabelecer uma conversa com o assediador e a saída realmente é a denúncia. "Os trabalhadores não estão sozinhos. Esse medo de denunciar pode matar. É preciso fugir da lógica da solidão. Ao ter menos medo de reivindicar seus direitos cria-se um coletivo mais maduro, com reivindicações mais maduras para alterar esta relação".Metas abusivas Para Roberto Heloani, o jogo do capital financeiro que invade o ambiente de trabalho da categoria bancária sai do âmbito saudável da profissão a partir do momento em que o bancário é avaliado somente pelo que vende. "São produtos que ele mesmo se sente constrangido em vender, sabendo que aquilo é inadequado para o cliente. Mas ele é obrigado a vender, e é assediado não aramente", afirma.As conseqüências desta pressão para alcançar metas absurdas muitas vezes são doenças mentais ligadas ao estresse. Fonte: Gisele Coutinho - Seeb São Paulo

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

DEZEMBRO REGISTRA 29 ASSALTOS A BANCOS NO PAIS COM 3 MORTES:

Dezembro registra 29 assaltos a bancos no país, com três mortes:
Em dezembro de 2008, houve 29 assaltos a agências bancárias no país, com quatro sequestros e três mortes, segundo levantamento realizado pelos Sindicatos de Bancários ligados à CUT. Com isso, eleva-se a 153 o número de assaltos, a 30 o de sequestros e a 17 o de mortes desde agosto de 2008, quando o movimento sindical passou a fazer a pesquisa."Os dados demonstram a falta de segurança a que são submetidos os trabalhadores e clientes das instituições financeiras", afirma Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf/CUT. "A segurança nos bancos não pode ter como foco principal o patrimônio das empresas, como ocorre hoje. É preciso colocar a vida de vigilantes, bancários, clientes e usuários como prioridade."Os bancos campeões de ocorrências foram Banco do Brasil, Itaú e Bradesco. Na divisão por estados, São Paulo, Rio Grande do Sul e Pará se destacam pelo grande número de assaltos e sequestros.Desde agosto 2008, 152 assaltos e 17 mortes

AGOSTO

Assaltos 36
Sequestros 8
Mortes 3
Setembro

ASSALTOS 41
SEQUESTROS 10
MORTES 4

Outubro
ASSALTOS 15
SEQUESTROS 1
MORTE 1

Novembro
ASSALTOS 32
SEQUESTROS 7
MORTE 6

Dezembro
ASSALTOS 29
SEQUESTROS 4
MORTE 3

Total
153 ASSALTOS
30 SEQUESTROS
17 MORTES